Introdução
Para avaliar um certificado digital expirado e a assinatura existente, construa uma linha do tempo entre emissão, assinatura, referência temporal, expiração, revogação e validação posterior. A data de expiração exibida hoje não responde sozinha ao que ocorreu no momento da assinatura.
A Nota Sign suporta AES e QES com certificados ICP-Brasil e preserva o documento assinado, os eventos e o contexto temporal segundo a configuração de retenção. Essa base permite reconstruir emissão, assinatura, referência temporal, revogação e validação posterior, em vez de decidir pelo estado atual do certificado.
Um gestor de arquivo corporativo revisa um contrato de longa duração anos após a assinatura. Na prática, a linha do tempo de validação registra tempo, estado e dados preservados, e entrega um contrato reavaliável após o fim da vigência do certificado.
Construir a linha do tempo do certificado
Registre a data de emissão do certificado, a data do ato e o prazo de validade exibido. A linha do tempo coloca cada marco na ordem correta. A assinatura praticada dentro do prazo é um evento daquele momento; o certificado expirado hoje descreve um estado posterior.
Anote a versão do documento assinado na mesma linha. O vínculo entre certificado e arquivo impede que a análise misture um certificado com outro documento. Registre o hash do arquivo e o identificador do contrato.
No exame do certificado, a Lei nº 14.063/2020 enquadra a assinatura eletrônica qualificada como a que utiliza certificado digital. Registre a classe brasileira aplicada ao ato na linha do tempo e a fonte oficial consultada para o enquadramento.
Feche a linha do tempo com fonte e responsável. Cada marco recebe data, evidência e nome do revisor. A linha do tempo aprovada vira o ponto de partida das validações posteriores.
Registre a classe de assinatura usada no ato. A classe aparece na linha do tempo junto com o certificado e o arquivo. A correspondência entre os três objetos permite responder o que ocorreu no momento da assinatura.
Conserve o identificador do documento em cada marco. O identificador impede que a linha do tempo misture versões ou contratos diferentes. A revisão posterior começa pela linha do tempo e localiza cada objeto pelo mesmo identificador.
Separar expiração de revogação
Trate expiração e revogação como estados diferentes. A expiração alcança o fim do prazo de validade. A revogação interrompe a validade antes do prazo por decisão registrada na fonte de consulta.
Registre a consulta de cada estado com a data em que foi observada. O estado consultado hoje não reescreve o estado existente no momento do ato.
Conserve o comprovante da consulta de revogação. O comprovante demonstra o que a ferramenta informou e quando a consulta ocorreu.
Encaminhe a divergência ao responsável. Um certificado revogado antes do ato muda a conclusão e exige decisão registrada no dossiê.
Separe as colunas de expiração e revogação na ficha. A expiração registra o prazo; a revogação registra a decisão de interrupção. As duas consultas têm datas próprias e não se substituem.
Conferir a referência temporal vinculada
A referência temporal liga a assinatura a um instante verificável. Registre a fonte do horário, o formato e o valor exibido pelo sistema.
Compare o horário do evento com o prazo do certificado. A assinatura dentro do prazo do certificado é registrada como evento daquele momento.
Preserve o dado temporal junto com o documento assinado. A exportação inclui o valor exibido e a fonte que o produziu.
Não substitua o horário registrado por uma reconstrução posterior. O dossiê reproduz o valor apresentado no momento do ato.
Registre a data da consulta separada do horário do evento. A consulta posterior demonstra quando a análise foi feita. O horário do evento demonstra quando o ato ocorreu.
Preservar dados de validação relevantes
Liste os dados necessários para a validação posterior: arquivo, hash, certificado, cadeia, referência temporal e resultado da consulta.
Guarde o material de validação no mesmo pacote do documento. O material inclui o relatório da ferramenta e a pessoa que realizou a leitura.
Mantenha o formato legível e a cópia de trabalho separada do original. A migração de formato recebe identificação própria.
Registre a retenção de cada dado. O prazo segue a classe documental e a política da empresa.
Inclua o relatório da ferramenta na lista de dados preservados. O relatório registra o status informado e o identificador da consulta. Sem o relatório, a revisão posterior depende de uma memória não verificável.
Planejar revalidação e migração de arquivo
Defina o ciclo de revalidação por classe documental. O ciclo indica quando o arquivo volta para verificação e quem executa a leitura.
Planeje a migração antes da obsolescência do formato. A migração gera uma derivação registrada e não apaga o original.
Revalide a cópia migrada e registre o resultado. A cópia migrada recebe novo hash e vínculo com o arquivo de origem.
Encerre com o dossiê reavaliável. O contrato permanece analisável após o fim da vigência do certificado, e a equipe pode desenhar na Nota Sign a retenção adequada para esse histórico.
Registre o responsável pela migração e a data da conversão. A derivação lista formato de origem, formato de destino e hash de cada objeto. A cadeia entre versões permite explicar o estado técnico sem substituir a avaliação jurídica do documento.





